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Singela homenagem

        José Alencar, vice-presidente da república, conquistou o país ao deixar como legado o exemplo de luta contra o câncer. Faz pensar na figura do herói, que antes de atravessar o campo de batalha para conquistar o castelo, se prepara com a armadura mais forte que possui, suas armas fiéis em punho e sua fé. É herói justamente por saber que pode morrer nesta guerra travada, mas mesmo assim, não desiste de lutar. 

            Sempre frisou que a "vida é luta" para todo mundo e que o sofrimento é "enriquecedor". 

            O que mais me chamou a atenção, em tantas idas e vindas ao hospital, após tantas cirurgias, tantas dores ... é sem dúvida o sorriso contagiante e o olhar doce deste ser iluminado.  

            José Alencar sempre enfatizou que a informação sobre a doença e o tratamento proporcionava tranquilidade, pois dá forças para lutar. Coerente com esse pensamento, sempre se preocupou em informar ao público a cada nova tentativa dos médicos para amenizar os sintomas na tentativa de cura.  

            O repórter em uma entrevista transmitida em uma dada emissora televisiva, pergunta se o tratamento trouxe algum tipo de reflexão. José Alencar com serenidade e muito sorridente, responde que a doença ensinou a ser humilde, especialmente depois da colostomia. Salienta que a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. E que, sua realidade teve que ser adaptada por depender de cuidados de outras pessoas para executar tarefas básicas do cotidiano.             

            Nesta mesma entrevista, José Alencar conta que quando era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O repórter intrigado solicita explicações. José Alencar responde que a morte consciente é melhor do que a repentina, pois nos dá a oportunidade de refletir. 

            José Alencar verbaliza na entrevista sentir-se preparado para a morte como nunca esteve, pois tornou-se uma pessoa melhor. Mas que isso não significa que havia desistido de lutar, apesar do cansaço físico. Ressalta que vive dia após dia de forma plena, até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

            José Alencar foi generoso ao nos brindar com essas reflexões tão significativas. Em suas frases de efeito, destaco: "Não tenho medo da morte, mas da desonra".

           Ainda na entrevista, o repórter questiona o que ele faria primeiro se caso recebesse a notícia de cura. Com grande sabedoria, responde: "Abraçaria minha esposa, Mariza e diria: Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

           Palavras como essas de intenso sentimento são abraços fraternos, aquecem a alma, são acolhedores, aconchegantes e revigorantes.

           Muito Obrigada à você, José Alencar, por ter nos ensinado o inestimável VALOR dos momentos e o precioso VALOR das pessoas.



Escrito por sara às 21h25
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